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Atenciosamente

Sr. D

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Poeta Rude

Sr. Poeta Devasso

Sou poeta tão grosseiro
que mais que demais me admira
o refino derradeiro
que vêem sob minha mira

Meu poema é chiqueiro
ótimo pra uma kajira
sem um dono verdadeiro
que da pocigla lhe tira

Porque mesu versos encantam
tantas leitoras confusas
entre autor e sua obra?

Porque no fim tanto espantam
quando lhes rasgo as blusas
a cuidar que nada sobra?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dono

Sr. Poeta Devasso

Adoro esse olhar assustado
de quem não sabe o que vem
se é pela frente aguardado
ou por trás tal me convém

Gosto quando de bom grado
chega pra me servir bem
Canso do choramingado
mas delas nao fico sem!

É das vontades singelas
de pegá-las tão princesas
para as minhas safadezas

Sao minhas doces cadelas
que adestro pelo prazer
para em servas converter

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Inocente

Sr. Poeta Devasso

Chega e diz que "Você não manda em mim"
Parece piada pra alegrar meu dia ruim
Cantando assim só faz me divertir
pois sabe que só o q'eu permitir!

Quem diz tantos nãos seguidos assim
só pode estar querendo dizer sim
Adoro se finge querer fugir,
pois me dá motivos pra lhe punir.

E ser punida é seu maior desejo
e no fundo dos seus olhos eu vejo
que tudo que faz é pro meu deleite

Corre sempre mas não é o bastante
pra que você me escape num instante
quer ficar presa por mais que rejeite

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Em cena

Sr. Poeta Devasso

Pois pule, dê saltinhos com ardor!
não tenho culpas, não tenho pudor
nem lhe peço licença se lhe invade
numa cura da doença vil de Sade.

Pois Deseja q'eu pule meu senhor?
Só diga a qual altura por favor!
Que lhe faço contente sua vontade
mesmo que for somente por vaidade

Calada! Não desgaste essa sua rara
de provocar furor raivoso e único
que me fustiga como sequer sonha

Eu lhe peço, só não bate na cara
na frente da platéia, de meu público
sou cadela mas morro de vergonha

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Classificados

Sr. Poeta Devasso

Precisa-se de uma cadela
para lamber meus sapatos
também de uma cinderela
pra mimar todos os atos

Quero um castiçal de vela
pros versos insensatos
que toda tara desvela
em sórdidos retratos

a princesa borralheira
pertenceria-me a sofrer
sorrindo-me a tarde inteira

a puta do meu querer
sofreria a dor derradeira
somente pro meu prazer

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

meu doce dono

Sr. Poeta Devasso

ontem lembrei com carinho
da forma como me tomas
e me faz seu cachorrinho
que de coleira me domas

d'um gostoso sonhozinho
veio o desejo que comas
e mordas todo meu corpinho
deixando seus hematomas

nesse meu sonho suas garras
eram-me fortes amarras

e seu terrível olhar
chegava a me enfeitiçar

seu belo e formoso pinto
o meu doce pirulito

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Submissas quadras

Por obséquio me deixa ficar perto
é no peso das mãos suas que me aquieto
do meu jeito de má menina ferina
quero palmadas pra ser sua menina

Por obséquio me faça seu objeto
para todo seu prazer mais abjeto
dê para mim a maior dor e sina
além do mimo de ser sua latrina